Ilha de Páscoa: clima de sonho, nesse misterioso destino cercado por águas cristalinas.

Localizada a 3.700 quilômetros de distância costa do Chile, a Ilha de Páscoa – Rapa Nui para os íntimos, é o território habitado mais isolado do mundo. No limite com a Polinésia Oriental, a pequena ilha de 144 quilômetros quadrados nasceu da erupção de três vulcões submarinos que criaram essa porção de terra que forma um triângulo quase perfeito – em proporções e em visual:  a ilha é cercada de águas cristalinas e paisagens arrebatadoras.

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É com ansiedade que os turistas embarcam em Santiago, na capital chilena, rumo à morada dos moais: as famosas estátuas de pedra com até 10 metros de altura esculpidas pelos também rapanui, povo polinésio que habitou o lugar.

Diz a lenda que os moais foram construídos como homenagem aos ancestrais dos rapanui, para protegê-los. Apesar de serem contabilizados 900 deles espalhados pela ilha, muitos foram derrubados e destruídos no século XVII por guerras internas dos clãs que ali habitaram. Somente em meados do século XX, foram reconstruídos e reposicionados de pé.

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rapanui

Os gigantes de pedra, além de toda a sensação de mistério e admiração, proporcionam um belíssimo pôr do sol em Tahai, ponto da ilha em que o sol desce por trás das figuras ancestrais. Temos certeza que é um cenário que, se você contemplar, não vai esquecer nunca. Esculpidos em rochas vulcânicas maleáveis, os moais eram feitos na encosta do vulcão Rano Raraku, na pedreira apelidada de “Fábrica de Moais”.

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Pôr-do-sol em Tahai

Após talhados, as gigantescas estátuas eram transportadas até plataformas cerimoniais também feitas de pedra e chamadas “ahus”. Esse transporte é alvo de diversas teorias, algumas muito místicas por sinal, mas a mais aceita é que grupos de diversos homens moviam as estátuas com a ajuda de cordas e muito suor: estima-se que um dos maiores possui impressionantes 21 metros e marque 200 toneladas na balança.

Os ossos dos líderes rapanui eram sepultados sempre junto aos moais, pois acreditavam que as estátuas herdariam o “mana” (energia vital, em dialeto local), protegendo a tribo. Isso explica a razão da grande maioria das figuras possuírem a face voltada para a ilha e não para o mar.

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Para se encantar com esse cenário enigmático e repleto de história e absorver toda sua energia, guias locais podem te acompanhar até as principais estruturas – o que uma ótima oportunidade de conhecer todos os detalhes. Mas, caso prefira, é possível alugar um carro e circular por conta própria também.

 

Muitas aventuras e descobertas.

O primeiro ocidental a ter contato com a ilha, foi um marinheiro holandês chamado Jacob Roggeveen, em 1722, num domingo de Páscoa. Notou? Ficou a cargo desse encontro o batismo do local.

A chave para ser mais um ocidental a desfrutar dessa experiência única são os passeios. E não se engane, achando que apenas os moais preencherão sua agenda. Na Ilha de Páscoa são mais de 20.000 sítios arqueológicos, crateras vulcânicas, lindas praias e uma cultura riquíssima.

Um passeio que não pode faltar, é a visita ao Parque Nacional Rapa Nui. Toda a área é protegida e os tours são feitos com guias locais, que exploram os quatro cantos do território a pé, de bicicleta ou a cavalo. Há também a chance de alugar carros 4×4 já que o terreno é bem acidentado.

Já a caverna Ana Kakenga formada por material vulcânico e com “janelas naturais” que dão vista para o mar é uma das que mais chamam a atenção dos visitantes. A trilha feita pela estrada à beira-mar é cheia de pedregulhos durante os 6,5 quilômetros de trajeto. Além de um calçado próprio para trekking e trilhas, com solado mais aderente ao chão, vale levar uma lanterna para se movimentar com mais tranquilidade nas áreas sem iluminação natural. Além de melhorar sua visualização, essa iluminação somada ao cenário incrível, dará um gostinho totalmente especial a sua experiência.

Na vila cerimonial de Orongo, uma das competições ancestrais mais perigosas, conhecida como Homem-Pássaro, acontecia anualmente: jovens guerreiros que representavam suas tribos desciam os 324 metros da encosta até o mar. Após nadarem 2 quilômetros até ilhota de Motu Nui, escalavam os paredões de pedra e colhiam o ovo da ave Manutara. Depois, faziam o caminho de volta, sempre tomando cuidado para não quebrar a frágil conquista. O vencedor era eleito rei até o ano seguinte. Mas calma, para você o passeio será bem mais simples e prazeroso. Nesse sítio arqueológico há inscrições nas pedras com desenhos de pássaros e gravuras que indicam a história que ali aconteceu. É incrível ver tudo isso e ter uma prova de que realmente existiu. São histórias tão fantásticas e distantes da nossa realidade, que fica difícil acreditar.

Uma outra opção de atividade é fazer snorkeling. Com águas cristalinas e temperatura entre 20 e 25º, é super tranquilo. O equipamento especial pode ser alugado junto com os passeios pagos e guiados oferecidos por hotéis, mas também podem ser contratados nas agências de pesca e mergulho, localizados na Calle Te Pito O Te Henua, na enseada de Hanga Roa.

Em terra firme, outro passeio habitual é a subida de 511 metros do vulcão Terevaka, a pé ou a cavalo – a única fauna que se vê. Vale como curiosidade: os equinos foram criados soltos na ilha, abandonados pela companhia que arrendou as terras ao Chile no início do século XX até 1936.

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O luxo também não fica de fora.

A capital, Hanga Roa, concentra a maioria dos 7 mil habitantes da ilha e é lá onde estão os hotéis, restaurantes, casas de shows e demais serviços. Desses habitantes, menos da metade é da etnia rapanui, a maioria é de chilenos continentais.

As danças e vestimentas tradicionais da Ilha de Páscoa lembram aquelas dos outros arquipélagos do Pacífico, e as apresentações típicas podem até parecer clichê para alguns, mas ainda assim são uma excelente forma de conhecer a tradição dos nativos, além de muito divertidas.

Com calor o ano todo, a região não se limita a uma época específica para visitação, embora o principal festival da ilha aconteça em fevereiro: o Tapati Rapa Nui. Se tiver essa chance, aproveite. O festival proporciona uma vivência cultural ainda mais autêntica.

Toda esse cenário mais aventureiro, pode te preocupar com as acomodações e conforto. Mas, risque essa dúvida da sua lista. Com cerca de 80 mil turistas por ano, a oferta hoteleira é considerável, com opções muito luxuosas, de resorts até acampamentos.

Há ainda a opção de alugar cabañas, típicos chalés com cozinha própria. Porque não ter essa experiência por uns dias? Sinta-se parte da Ilha. Já dentre os hotéis, os destaques são para o  Iorana Hotel (o mais antigo, com mais de 25 anos), o luxuoso Hangaroa Eco Village & Spa com arquitetura que remete aos templos cerimoniais e o Explora Rapa Nui, a cerca de 8 quilômetros de Hanga Roa.

 

Enfim… considere todas suas expectativas em relação a Ilha de Páscoa e multiplique por 10. É um lugar fantástico, que vai te arrebatar com toda sua história e cultura. O que você verá aqui, só existe aqui.

 

 

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