Na seca ou na cheia, a Amazônia sempre vale a pena

Blog Ativa | A Amazônia sempre vale a pena

Sobrevoar a Amazônia é contemplar um belíssimo e enorme tapete verde formado pela copa das árvores e estampado pelos rios que cortam a floresta, revelando a harmonia perfeita que existe ali. Essa combinação compõe o ambiente ideal para abrigar ímpares fauna e flora, com espécies ainda totalmente desconhecidas pela biologia.

É um paraíso para pesquisadores das mais diferentes áreas, e se revela um raro tesouro para ser contemplado por viajantes apaixonados por destinos que marquem suas vidas.

O ecossistema da Amazônia é muito complexo. Na verdade, é um grande laboratório da natureza onde os animais e as pessoas sabem perfeitamente como tudo funciona e como devem agir – um raríssimo exemplar da interação do homem com a natureza, inclusive. Seus habitantes ainda não perderam essa conexão e com certeza passarão um pouco dela para quem passar por lá.

Tem a época das cheias, que vai de dezembro a junho, e o período da seca, de junho a dezembro. Cada um com seus encantos. Cada um com sua força. Observar como o meio ambiente se comporta em cada situação e como influencia a vida de todos é muito especial e acaba sendo um grande aprendizado de adaptação.

 

 

A inundação das florestas

Na época das cheias chove todos os dias e os rios transbordam chegando a média de 11 metros acima do seu nível normal. Imagine ver uma mata inteira debaixo da água?

Tudo vai mudando aos poucos e a floresta começa a ficar submersa. Os nativos passam a chamar vegetação alagada de igapó. Somente árvores mais fortes resistem bravamente à subida das águas. Os animais buscam refúgio nas alturas – única forma para não se afogarem. E não são só eles que têm a rotina alterada. As pessoas, principalmente os ribeirinhos, também precisam se adaptar. Muitos alteram seus hábitos cotidianos e até mudam de emprego para enfrentar o novo cenário. A maioria de nós, dificilmente se imaginaria tão adaptável, sempre presos às nossas, muitas vezes, rígidas rotinas.

Navegar onde antes era floresta? Desafia a nossa lógica, mas nesse período isso não só é possível a bordo de canoas ou pequenos barcos, como é atividade imperdível para quem visita a região. Os cursos que permitem esses passeios são conhecidos como igarapés – termo herdado do tupi, que significa caminho de canoa.São estreitos canais que geralmente só dão passagem a pequenas embarcações, devido a pouca profundidade e localização no interior das matas.

Os visitantes vão precisar desviar dos troncos das árvores e muitas vezes, poderão tocar em suas copas sem nenhum esforço. Daí fica a questão… como é possível aparecer tanta água a ponto de cobrir uma enorme árvore? Para onde ela escoa depois? São perguntas que só quem esteve lá saberá responder.

Na mata inundada, cardumes passeiam por entre galhos e aproveitam para buscar alimento formado por pequenos insetos que não sobreviveram ou folhas e frutos que agora estão no fundo. Junto com os peixes surgem os míticos botos, que aproveitam a boa oferta de alimentos.

Excursões em cruzeiros também são uma ótima opção. São feitas pelos rios Negro e Solimões e levam os visitantes para navegar a bordo de embarcações maiores e mais confortáveis, que permitem percorrer grandes distâncias. Embarcar em um deles para fazer um passeio de observação ao longo do leito e presenciar os animais nas margens é uma grata surpresa.

Alguns são de grande porte, como jacarés, e com muita sorte, até mesmo onças (é difícil de serem avistadas, mas acontece). Em muitos dos roteiros, os navios passam próximos de locais habitados por tribos indígenas, e não é raro poder contemplar momentos da rotina dos índios que ali vivem… pescando com seus arcos ou lanças, totalmente integrados à natureza.

Outro fenômeno imperdível que o cruzeiro oferece é ficar bem perto do encontro das águas dos rios Negro e Solimões – que formam o rio Amazonas mais abaixo. De um lado a cor enegrecida e do outro uma água barrenta e turva. Ambos não se misturam por muitos quilômetros, criando uma divisão muito nítida. É dessa forma exótica e fascinante que é formado o maior rio do mundo.

 

 

Na época da seca é hora de aproveitar as praias

Se na época das chuvas o elemento principal é a água, durante o período de estiagem, outros ingredientes dão o ar de suas graças. Com os rios menos cheios as praias fluviais surgem e são uma excelente oportunidade para se refrescar do intenso calor da região.

Os animais começam a ser vistos com maior facilidade e frequência: jacarés, que aproveitam as margens para pegar sol, tartarugas que nadam tranquilas… as árvores ficam repletas de macacos, saguis, pássaros e diversos outros bichos. Toda fauna fica mais ativa e colorida. Com a vazante, as cachoeiras também surgem e convidam a tomar aquele banho, relaxante e renovador.

Seja qual for a sua preferência de visual e consequentemente do período da visita, é certo que será inesquecível. E não se preocupe com sua acomodação. Há diversas opções de hotéis e também lodges muito charmosos e bem estruturados que irão equilibrar sua aventura na dose certa: toda a contemplação da natureza e vida selvagem, com conforto, deliciosas refeições, momentos relaxantes e bom atendimento.

A Amazônia é gigante em sua extensão e também no que nos oferece como experiência. Seu potencial de exploração ecológica é enorme, porque (ainda bem!) a maior parte do seu território ainda é bastante preservado.

Um lugar especial no mundo, sem limites para os tipos de paisagens e seus inquilinos habituais.  Tem florestas, tem pântanos, planaltos, savanas… Seja durante as cheias ou na época das secas, conhecer de perto a maior floresta tropical do mundo é uma aventura indispensável, um verdadeiro privilégio. Poder ver esse encanto de perto, sempre vale a pena, não importa a época.

 

 

 

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