Patagônia Argentina, um dos últimos refúgios da vida selvagem

O vasto território da Patagônia Argentina é um convite para explorar toda sua riqueza. De um lado está a Cordilheira dos Andes, gigante e imponente rocha de granito com seus picos nevados. Do outro o Oceano Atlântico que tem suas águas geladas rica em vida marinha. No centro dos dois limites naturais, uma terra onde o vento frio varre toda a paisagem desabitada. Não é à toa que a Patagônia Argentina é considerada a última fronteira. Depois dela, já falta pouco para chegar à Antártida. Mas não se engane em meio à vastidão, o grande protagonista é o seu rico ecossistema quase intocado. Afinal, estamos falando de um dos pontos do planeta onde a ação humana pouco interferiu no ambiente.

Para onde quer que se olhe, a Patagônia Argentina brinda com uma fauna espetacular. Nos céus podem ser avistadas águias, palomas austrais ou os condores-dos-andes. Vagando pelas planícies, inúmeros guanacos, raposas-cinza, tatus e até as maras (uma espécie de lebre) pastando na pouca vegetação existente.

Para aproveitar a beleza de uma viagem à Patagônia Argentina, duas cidades merecem destaques: Puerto Madryn e Ushuaya. A primeira é a cidade que recebe os visitantes que chegam do continente, a segunda é o último rastro de civilização urbana no extremo sul. Conheça um pouco mais de cada uma.

Puerto Madryn

É a porta de entrada da Patagônia Argentina e é fácil perceber que a natureza dá as boas-vindas. A cidade fica na baía Golfo Novo e se estiver no período entre junho e dezembro, pode ser que aviste alguma baleia fazendo acrobacias em suas águas. É um espetáculo único, poder ver o maior animal do planeta fazendo sua coreografia particular.

Outra experiência empolgante é vestir uma roupa de mergulho, colocar o snorkel para entrar na baía para nadar um pouco. Pode ter certeza que você terá companhia, pois os leões marinhos são bichos curiosos e não se intimidam em ficar lado a lado das pessoas. Muitos se aproximam, interagem e brincam com os mergulhadores.

Perto de Puerto Madryn, a praia de Punta Tombo é todinha dos Pinguins de Magalhães. São milhares deles que ficam nas areias como se estivessem em casa. Aliás estão! Afinal, as pessoas são as intrusas, o território deles! Lá os filhotes crescem e aprendem as primeiras lições de sobrevivência até ficarem independentes e poderem se virar sozinhos.

Ushuaya

Se Puerto Madryn é a porta de entrada da Patagônia Argentina, Ushuaya é a última cidade do continente. Antigamente era uma terra de nômades e cresceu em função da instalação de um presídio, hoje transformado em museu. Aventureiros de todos os lugares a consideram a ‘Terra do Fim do Mundo’. É de lá que partem expedições rumo à Antártida, distante apenas 1000 quilômetros mar adentro.

Se o seu destino não for o continente gelado, você pode aproveitar as várias atividades que Ushuaya proporciona. Que tal conhecer o Glaciar Martial? Você pode ir de teleférico ou se tiver disposição para enfrentar as subidas, encarar uma caminhada. Lá de cima você vai ter uma visão privilegiada do Canal de Beagle, de toda a cidade, e se olhar para o alto, da Cordilheira dos Andes com seus cumes eternamente com neve.

Um passeio na simpática maria-fumaça chamada de ‘Trem do Fim do Mundo’ garante a diversão, principalmente se estiver acompanhado de crianças. A locomotiva percorre os últimos 7 quilômetros do traçado original e passa por diversos pontos turísticos, como a cachoeira La Macarena; vai conhecer o Parque Nacional da Terra do Fogo com suas paisagens naturais compostas por lengas, ñirres e coihues, árvores que conseguem resistir ao rigor do clima.

Outra atração é embarcar no catamarã que vai excursionar pelo Canal de Beagle, chegando até perto das ilhas onde animais podem ser vistos em detalhes. Na Ilha dos Pássaros, milhares de aves vivem nesse lugar que usam para acasalar, construir seus ninhos e criar os filhotes. São diversas espécies dividindo o mesmo espaço, mas a convivência é pacífica (quer dizer, nem sempre).

Na Ilha dos Lobos, os animais ficam sobre as rochas descansando ou pegando um pouco de sol, nas raras vezes que ele aparece. No mesmo passeio poderá ser avistado o Farol do Fim do Mundo que foi construído para orientar os navios que passam ao longo da costa.

Seguindo a mesma linha de conhecer animais exóticos, a Ilha Martillo abriga três espécies de pinguins: o Pinguim Imperial, o Pinguim de Magalhães e o Pinguim Papua que vão à ilha para desovar e fazer seus ninhos. Ali a família fica instalada e suas crias crescem até a idade adulta quando conseguem caçar sozinhos. É possível ver os pinguinzinhos ainda pequenos que parecem um pouco desengonçados. Se estiver com crianças na viagem, elas vão amar. Os filhotes parecem frágeis e indefesos, mas não se engane. Mesmo que estejam sozinhos, a mãe está sempre por perto e irá protegê-los se sentir que estão sendo ameaçados. É melhor nem tentar se aproximar muito.

Em Ushuaya existem ainda atividades no gelo, como a patinação, passeio de snowcat (veículo dotado de esteiras, como dos tanques de guerra que facilitam a locomoção na neve) e é usado para explorar outras regiões, caminhadas com raquetes ou trenó puxado por cães que garantem boas horas de entretenimento.

Terra do Fim do Mundo? Na verdade a Patagônia Argentina é uma região rica, com uma natureza exuberante e muitas atividades para fazer. É um desses destinos que nos mostram como a Terra tem lugares fascinantes e o quanto devemos valorizar a sua preservação cada vez mais.

 

 

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